quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Brasileiro descobre "cobra-pênis"

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O jornal inglês The Sun fez um baita de um escândalo quando viu as fotos divulgadas pelo biólogo e herpetologista Juliano Tupan. 

Tupan descobriu meia dúzia de exemplares na raríssima espécie Atretochoana eiselti no rio Madeira, em Rondônia, e o tabloide inglês criou o maior carnaval em cima do caso porque achou que o bicho se parece com um pênis humano. 

Na real, o buraco é mais embaixo.

A descoberta merece ser festejada por outros motivos - que não este que os britânicos arrumaram ao  apelidar o bicho de "man-aconda" (trocadilho com a palavra "man", masculino em inglês, e "anaconda", aquela cobra colossal). 

Pra começar, o bicho não é uma cobra — é um anfíbio. Ele é mais próximo da salamandra e dos sapos e é muito difícil de ser encontrado.

Para você ter uma vaga ideia do quanto esse bicho é raro, havia um deles no Museu de História Natural de Viena, na Áustria, desde 1920 e só recentemente ele pode ser dissecado por cientistas de diversas partes do mundo.  Ele só pode ser dissecado porque deixou de ser o único exemplar desta espécie quando, em 1996, outro Atretochoana eiselti foi encontrado, em Brasília. 

Dos seis exemplares encontrados pelo biólogo brasileiro, um morreu, três foram libertados novamente no meio ambiente e os outros dois foram levados para mais estudos porque o que se sabe a respeito deste tipo esquisito de animal é muito pouco. 

Sabe-se que ele é um anfíbio, que não tem olhos, que não tem pulmões e absorve oxigênio através da pele. Medindo até 75 cm de comprimento, o Atretochoana eiselti é um mistério para os cientistas: como é que um animal deste tamanho consegue sobreviver sem ter pulmões? Rãs e sapos respiram através da pele também, mas possuem pulmões. Só animais muito pequenos, como insetos, conseguem levar a vida sem pulmões.


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